Segunda, 09 Junho 2014 17:15

Tel Aviv - 30/05 e 01/06/2014.

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Tel Aviv - 30/05 e 01/06/2014.

Depois de ter visitado o norte que faz fronteira com a Síria e o Líbano, as colinas de Golã, as ruínas da colossal Cesaréia marítima de Herodes o grande, o aqueduto romano que abastecia Cesaréia, o Monte Carmelo, onde Elias enfrentou os profetas de Baal e contemplar a grandiosidade do Vale do Megido ou Amargedon, fomos descansar em Tel Aviv.

Tel Aviv foi fundada por uma comunidade judaica em 1909 nos arredores da antiga cidade portuária de Jaffa. O seu aeroporto está na cidade vizinha de Jope, cidade carregada de acontecimentos bíblicos, como a experiência do profeta Jonas com o grande peixe, no Antigo Testamento. Visitamos a casa do Simão Pedro relatada no Novo testamento na experiência da visão do apóstolo Pedro dos animais impuros. 

De Jope temos uma bela visão do mar mediterrâneo, que ao longo da sua praia aparece a moderna cidade de Tel Aviv, centro comercial pujante, com grande rede hoteleira, porto marítimo revitalizado com grandes restaurantes e o maior centro de lapidação de diamantes de Israel. Embora o país não produza diamantes, mas tem a melhor mão de obra, na delicada arte de transformar a pedra rara em objeto de desejo mais caro do mundo, o brilhante! O crescimento de Tel Aviv, logo ultrapassou Jaffa, que tinha maioria árabe na época. Tel Aviv e Jaffa foram fundidos em um único município em 1950, dois anos após a criação do Estado de Israel. A Cidade Branca de Tel Aviv desde do ano de 2003 é considerada pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

A Cidade é um importante centro econômico, sede da Bolsa de Valores de Tel Aviv, além de escritórios corporativos e centros de pesquisa e desenvolvimento, e um dos principais centros de artes cênicas. Tel Aviv tem a segunda maior economia do Oriente Médio depois de Dubai, tem uma população  de 2,5 milhões de visitantes internacionais por ano. Tel Aviv é a quinta cidade mais visitada no Oriente Médio e na África. É conhecida como "a cidade que nunca dorme" e como a "capital das festas", devido à sua vibrante vida noturna, ambiente jovem e vida cultural.

Foi nesta cidade que terminamos a viagem pelo oriente médio, com dois dias de descanso, sem compromisso de tour em grupo, apenas nos deixando levar pela curiosidade de conhecer mais uma beleza de Israel.

Chegamos na sexta feira à tarde e como sempre fomos instalados num confortável hotel a beira da praia, orla com calçadão onde se aprecia a exuberância do mediterrâneo, muita agitação própria das cidades litorâneas do Brasil, gente bronzeada, muitas pessoas pedalando bike verdes alugadas, grupos fazendo exercícios aeróbios com música, crianças correndo, brincando, livres e felizes sob olhares atentos e protetores dos seus pais.

Sábado, diferentemente de Jerusalém que neste dia as ruas são praticamente desérticas em razão da religiosidade, Tel Aviv pulsa diferente, cidade moderna, cosmopolita. Hotéis cheios, logo, turistas ávidos por consumir a cidade, efervescência nas ruas, bares e restaurantes apinhados de gente, shopping modernos oferecendo todos os objetos do consumo que hoje são universais e o revitalizado porto da cidade com restaurante para todo tipo de gosto e bolsos.

A noite nesta parte do mundo o sol se esconde por volta de vinte e uma horas e aproveitamos o dia longo para caminhar na orla, que estava bela para tirar fotos inesquecíveis. Parece que o sol se despedia de nós com o resplendor dos seus raios refletindo nas águas do mediterrâneo, como quisesse marcar em nossas memórias os dias inesquecíveis que passamos aqui em Israel. Amanhã vamos partir para o velho continente, a Europa, faremos conexão em Roma para Portugal, na cidade de Lisboa conheceremos a história na fonte, contada pelos descobridores do Brasil. Beberemos na fonte por que conhecer é preciso!  

Segunda, 09 Junho 2014 17:11

Mar da Galiléia - 28 e 29/05/2014.

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Mar da Galiléia - 28 e 29/05/2014.

Chegamos em Teberíades na margem ocidental do mar da Galiléia, embora conhecida como mar é um grande lago de água doce com quase 20 km de comprimento, largura máxima de 13 km e 213 metros abaixo do nível do mar mediterrâneo e é considerado um mar isolado por não ter nenhuma ligação com outros mares ou oceanos.

Faz fronteira com a Jordânia. Na realidade é uma grande bacia hidrográfica que armazena as águas que vem das colinas de Golã e dos países fronteiriços, Síria e Líbano. Depois de instalados num confortável hotel com vista para o grande lago, também conhecido de mar de Tiberíades ou lago de Genesaré fomos conhecer as Colinas de Golã, que está a nordeste do lago. 

O imponente Monte Hermon está na fronteira com o Líbano, região com muitas bases militares israelenses. Visitamos uma colina que era um antigo posto avançado de vigilância, atualmente ponto turístico com suas trincheiras e arames farpados em campo minado que faz divisa com o Líbano. A vista é soberba, vê-se até as colinas dos países vizinhos. O lugar onde estávamos é turístico, isso porque, existem duas colinas mas alta com grandes aparatos militares de vigilância de Israel. Embora tem-se uma normalidade no cotidiano, existe um constante estado de vigilância eletrônica e física na região.

A região é de uma fertilidade aparente com vastas plantações, predominantes de uvas, tâmaras, cerejas, azeitonas, mas encontramos ainda melancias, amoras e muitas outras frutas, tudo às custas de muita irrigação por gotejamento. Visitamos uma grande plantação de azeitonas com sua fábrica de prensar o fruto para extração do precioso azeite de oliva. E ainda fomos visitar um vinhedo com sua esplêndida adega com degustação de vinhos, com a devida demonstração de como é o seu fabrico até a explicação da fina degustação dos vinhos de várias qualidades de uvas.

Almoçamos num kibustz com vista para o majestoso Monte Hermon ao sabor das frutas abundantes da região e do sanduíche falafel e da pita com os condimentos próprios dessa culinária milenar. Na volta paramos ainda à beira da sinuosa estrada para comprar as saborosas cerejas , que estavam sendo colhidas naquele momento. Conhecemos as Colinas de Golã com suas memórias bíblicas e com seu atual valor estratégico militar para o Estado de Israel.

E por fim visitamos um local belíssimo a margem do Rio Jordão, lugar este carregado de eventos bíblicos tendo como testemunhas suas águas. Percorremos sua margem ocidental de outro lado é a Jordânia, presenciamos manifestação de fé através do batismo de vários povos que ali estavam. Na margem ocidental muitas árvores plantadas por pessoas e entidades com devida placa de identificação, na esperança de serem vistas e lembradas por milhares de visitantes de todo mundo que por ali passam. Na verdade o Rio Jordão é um pequeno rio com águas tranquilas que corre mansamente para o mar da Galiléia, mas supera em grandiosidade em seu tamanho no imaginário coletivo do mundo cristão. 

Domingo, 01 Junho 2014 22:51

Haifa - 27/05/2014.

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Haifa - 27/05/2014

Chegamos em Haifa e fomos visitar o aconchegante e simpático Hotel Beth-Shalon - Casa de Paz - fomos recepcionado com uma simples ,mas deliciosa sopa. No ônibus o guia da Chamada - Ingo - já nos tinha apresentado a história da criação da referida Casa de Paz e ainda com um breve relato do judeu messiânico dispensacionalista Vinn Malgo. Foi um lanche rápido apenas para apresentar a Beth Shalon, em seguida fomos para um mirante bem próximo do hotel apreciar uma estonteante vista do Israel moderno, a cidade Haifa, cidade banhada pelas águas azul turquesa do mediterrâneo.  Não se pode deixar de admirar a infra-estrutura de um país tão jovem - apenas 66 anos de fundação - com tamanho desenvolvimento. Sistemas viários com boas estradas, água potável com alto teor de pureza (80% dessalinizada e 20% de água doce) . Grande aproveitamento de energia solar, onde o usuário em suas casas captam energia para o seu consumo e vende o excedente ao sistema operador de energia de Israel. 

A cidade é um importante porto localizado na costa mediterrânea de Israel, na Baía de Haifa, abrangendo 63,7 quilômetros quadrados. Ele está localizado cerca de 90 quilômetros ao norte de Tel Aviv e é o grande centro regional do norte de Israel. Duas respeitadas instituições acadêmicas, a Universidade de Haifa e o Technion, estão localizados em Haifa, a cidade desempenha um papel importante na economia de Israel. A cidade possui vários parques de alta tecnologia, entre eles o mais antigo e maior do país, um porto industrial e uma refinaria de petróleo. 

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De Jerusalém para o norte de Israel - 27/05/2014. 

Saímos de Jerusalém em direção ao norte de Israel, passando por Samaria em direção as ruínas de Cesaréia marítima e Haifa cidade litorânea. O relevo e a vegetação mudam totalmente o cenário que tínhamos visto no sul do país. As estradas sem pedágios e mesmo assim perfeitas! A que liga Jerusalém à Tel Aviv está em obras, sendo ampliada para seis pistas em cada sentido, segundo o Guia turístico, no final de 2014 a obra deve ser inaugurada. Em direção ao norte encontra-se muitos Kibutz exercendo várias atividades econômicas, desde agricultura, pecuária e até turismo. O Israel com vocação mercantil é também acompanhada pela modernidade com a tecnologia da energia solar em muitas casas residenciais e propriedades rurais. Em vários vales e campos tem-se um pouco da história das guerras travadas para a consolidação de um país independente e soberano. Encontra-se em cada cidade homenagens aos seus filhos que morreram em defesa de um ideal de ter a sua própria terra e ao direito de existir. Em Jerusalém há um monumento em homenagem aos soldados da Jordânia que lutaram contra Israel na guerra dos seis dias. A coragem na luta tem o seu brilho até quando se perde uma batalha e tem o vencedor a nobreza de reconhecer a coragem do inimigo. Em muitos lugares dessa caminhada para o norte encontra-se muitos equipamentos das guerras passadas como monumentos a história de luta de um povo que crê que a promessa de Deus dessa terra é mais do que nunca atual e verdadeira. Campos floridos com girassóis, milho, tâmaras, trigo, uvas e azeitonas, sāo as profecias sendo cumpridas a olhos nus, o deserto florescendo.

O judeu acredita que Deus concedeu sete grandes bênçãos à Israel que são: mel de tâmaras, uvas, óleo de azeitonas, figo, romã, trigo e cevada. Os campos de Israel testificam essas bênçãos!  

 
Domingo, 01 Junho 2014 17:28

Jerusalém - 26/05/2014.

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Jerusalém - 26/05/2014.

Chegamos em Jerusalém numa tarde agradável! Os organizadores da excursão - Chamada da Meia-noite - nos levaram a um mirante onde podíamos ver a tão falada, estuda, cantada e ensinada Jerusalém! Lá estava, em uma visão panorâmica inesquecível e muito já conhecida pelas fotos e vídeos mundo afora, mas nada como ao vivo, conhecer in loco o palco da história é preciso!

Reunimo-nos no mirante é já havia vinho e suco de uva esperando a caravana de visitantes, brindamos em hebraico a graça de estar neste lugar e fotografamos como ávidos e afoitos turistas de primeira viagem, tentando imortalizar o momento. 

Fomos para o Hotel Ramada, próximo ao metrô, ao centro político de Israel - o parlamento, ministérios e setor hoteleiro. Jerusalém foi nos apresentada inicialmente de longe, o Monte do Tempo. No dia seguinte, descansados estávamos no Monte Sagrado, um dos palcos da disputa entre judeus e palestinos.

O Monte do Templo no muro das lamentações é permeada da mítica do judaísmo, com símbolos, histórias e a presença dos crédulos e visitantes do mundo todo, compartilhando da fé daqueles que creem ou simplesmente documentando o momento com poses e selfes para histórias de suas vidas: “estive em Jerusalém”.

Foram três dias de intensa aula de história judaica e de cristianismo! Conheci muitas histórias e monumentos desta fantástica cidade, mas nada me impressionou tanto como o passeio pelo subsolo da muralha. Entramos no lado ocidental e saímos no lado árabe, oriental. Esse caminho é uma escavação arqueológica que tenta explicar os fundamentos dessa construção soberba do segundo Templo no período de Herodes, o Grande. Fantástica a arquitetura! Os monumentais blocos de pedras pesando centenas de toneladas, cortadas com a precisão de artesões que deixaram suas marcas para os arqueólogos descobrirem e o mundo admirar.  

Percorremos os vales que circundam a muralha, vimos o qual difícil seria escalá-la, por isso, quase inexpugnável no seu tempo. Visitamos os jardins que Jesus ensinou, curou, libertou e chorou. Vimos o pináculo do muro, onde o Guia insistia que era o lugar onde o Mestre foi tentado. O texto bíblico diz “no pináculo do Templo” e não da muralha. O Templo já não mas existe, só restou pequena parte do muro, conhecido como "Muro das Lamentações. Mas, Guia é assim mesmo, quer vender fantasia para incautos turistas, somos presas fáceis!

Entramos na fortaleza de Antônia, localizada no norte da muralha, ponto vulnerável que os inimigos usavam para atacar a cidade. Visitamos o Instituto do Templo, onde tem os utensílios que foram refeitos com a precisão dos artífices da época, para uma possível futura reconstrução do Templo.

Caminhamos nas ruas que Jesus foi martirizado, conhecida como Via Dolorosa. Estivemos no Gólgota onde Jesus foi crucificado. Entrei no túmulo vazio que testemunha desde dos primórdios que o Salvador vive! Depois, confirmado por várias aparições para os que eram próximos e depois para mais de quinhentas pessoas do povo. E, por último, emocionei-me ao compartilhar com os irmãos em Cristo da Ceia do Senhor, no jardim de José de Arimatéia, próximo ao túmulo vazio. Chorei no momento da Ceia, que é apenas um memorial! Mas na minha frente vi o túmulo vazio e a esperança renovou, há esperança para mim e para quem eu amo! Cristo vive, nossa única, eterna e suficiente Esperança.

 

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Subindo para Jerusalém - Mar Morto e Massada -25/05/2014.

Depois de conhecer a magnifica Jordânia, com seus campos, belas e boas estradas, montanhas imponentes de Edon, voltamos para Eilat e no dia seguinte seguimos subindo o deserto do Negev, pela fenda geológica Sírio-Africana. Vimos as montanhas do Negev que após o inverno abastecem com seu degelo regiões desérticas. A partir dessa região começamos a inserir o texto bíblico no seu contexto.  Completamos o deserto florescendo e no mar Morto surgindo lagos de água doce a sua margem, as profecias bíblicas sendo cumprida a olhos nus. Terras áridas, desérticas, aparentemente sem vida produzindo tâmaras, rebanhos de cabras, plantações de pomares no kibutz os primeiros assentamentos que começaram a voltar a palestina no final do século XIX. Hoje verdadeiras fazendas modernas, produzindo no inverno alimentos para a Europa, atividade econômica altamente rentável.

O Mar Morto há quatrocentos metros abaixo do nível do mar, com maior índice de sal por metros cúbicos. Conhecemos que nadar e afundar   é quase impossível. Brincamos feito crianças com a experiência inesquecível. Untamos com a lama vulcânica da margem do mar, com efeitos terapêuticos, quase uma panacéia, a lama para quase todos os males da pele serve. Experimentamos o sabor da água, lemos revistas como se estivéssemos numa jacuzi, o velho renovando como criança na sua primeira experiência com o mar. Lembramos do nosso filho em seu primeiro encontro com as águas do atlântico quando saiu gritando para ao nosso encontro: “‘é salgada pai!” Hoje somos nós “‘é muito salgada!”.

Fomos conhecer Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza", é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 480 metros acima da planície circundante. O acesso só era possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha. Hoje chega-se ao topo em um confortável teleférico.

O historiador judeu do primeiro século d.C. assim escreve: “Neste topo da colina, Jônatas, o grande sacerdote, construiu uma fortaleza que denominou Massada: depois disso a reconstrução do local foi realizada em grande parte pelo rei Herodes”. As ruínas estão permeadas de histórias dos Zelotes que lutaram contra os romanos após a destruição do segundo Templo no ano 70 d.C.

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Estrada dos Reis em Petra, Jordânia - 19/05/2014.

De Eilat fomos passar um dia na Jordânia, precisamente para PETRA uma achado arqueológico inestimável de tempos memoriais 

Petra, maravilha do mundo, é, sem sombra de dúvida, o tesouro mais valioso da Jordânia e a maior atração turística. É uma cidade vasta e singular esculpida na própria face rochosa pelos Nabateus, um engenhoso povo árabe que aqui se fixou durante mais de 2000 anos e que a transformou num local importante para as rotas da seda, das especiarias e outras rotas comerciais que ligavam a China, a Índia e a Arábia do Sul ao Egito, Síria

A entrada para a cidade é feita pelo "Siq", um estreito com mais de um quilômetro de comprimento, ladeado por imponentes penedos com 80 metros de altura. Caminhar pelo Siq é, por si só, uma experiência única. As cores e as formações rochosas são impressionantes. À medida que nos aproximamos do fim do Siq, começamos a ver a magnífica Casa do Tesouro - Al-Khazneh.

Esta é uma experiência que suscita admiração. Uma fachada imponente com 30 metros de largura e 43 de altura esculpida na própria face rochosa de um rosa poeirento e que faz com que tudo a seu lado pareça minúsculo. Foi esculpida em inícios do século primeiro para ser o túmulo de um importante rei nabateu e representa o gênio deste povo ancestral.

O conhecer revigora o espírito, sacia a curiosidade e a máquina fotográfica registra o momento da imagem, mas nunca alcança o que estamos sentido ao ver que foi capturado por ela. A grandiosidade e arquitetura deste povo só vai saber quem viu e tocou Petra. As imagens por si só não falam o que os olhos presenciaram como os nossos - Conhecer é preciso!

Sábado, 31 Mai 2014 05:15

Eilat - Sul de Israel - 18/05/14.

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Eilat - Sul de Israel - 18/05/2014.

Eilat, sul de Israel, cidade que faz fronteira com o Egito no Golfo de Aqaba. Cidade moderna que dá um tom do contrataste com as cidades do Egito. 

Ficamos surpreso com o nível de modernidade da cidade, prédios suntuosos, orla marítima com barcos riquíssimos, shopping centers modernos, ruas limpas, arborizadas e largas. enfim estamos literalmente no “ocidente” dentro do oriente!  

Fizemos um tour pela cidade com o guia judeu brasileiro, que retornou a sua terra à vinte anos. Senti em suas palavras orgulho de falar da cidade com ênfase para o país Israel. Falava da história da cidade que tem apenas sessenta anos de existência, da segurança, das belezas naturais, do povo e da triplici fronteira - Israel, Egito e Jordânia. 

Quase todas as marcas de consumo do mundo estão presente nesta pequena e moderna cidade no extremo sul de Israel. Quando saímos da faixa fronteiriça do Egito, cansados e empoeirados, precisando de um bom banheiro, o trâmite da alfândega em Israel foi rápido e muito receptivo. É visível a mudança de um país para outro. Alfândega limpa,  banheiros limpos com ar condicionados, logo na saída da faixa de fronteira o nosso guia nos esperava com ônibus numa rua limpa, arborizada, próximo de bares com vista para o mar Vermelho e para as suntuosas montanhas do outro lado no Egito. 

Em Eilat de todas as comodidades da modernidade que conhecemos o mais marcante foi o passeio e o almoço com direito a mergulho num cruzeiro pelo Mar Vermelho, enquanto se aprecia as montanhas do Egito e da Jordânia que são ricas em cobre, que no final do dia a luz do sol, quando no seu declínio faz repetir nas águas do mar o vermelho a cor em tom do cobre nas águas que chega a tonalidade avermelhada acinzentada. Um espetáculo para os olhos, com faixas de belos azuis oceânicos que encanta a todos que gosta da grandiosidade e força que o mar revela.

Visitamos também o Observatório Oceanográfico outra modernidade, uma grande estrutura submersa no mar onde nós somos “observados”. Na realidade inverte-se o vetor de observação, presos num recipiente dentro do mar - estamos no “aquário” e os peixes, água vivas, tartarugas e corais estão livres em seu habitat natural fazendo um desfile de cores e formas que os enclausurados observam cheios de surpresa e admiração.  

E por fim, ainda testemunhamos a renovação  dos votos de casamento dos nossos amigos de Cândido Rondon no Paraná - Tarcísio e Helena - mas conhecido por mim como Indiana Jones e Helena do Faraó. Estavam completando trinta anos de casados! Foi uma decisão de momento a compra das alianças, viram, gostaram e compraram. Tivemos uma expectativa, faltava uma aliança e a loja que teve que pedir que Tel Aviv enviasse e no outro dia a hora marcada lá estavam as alianças. Dizia para o Indiana, um judeu não pede uma venda em qualquer lugar do mundo, imagina na sua própria terra. Ficamos felizes com a alegria dos amigos e comemoramos com um jantar e oração de gratidão a Deus por preservar e abençoar o casal nessa caminhada de trinta anos.

Sábado, 31 Mai 2014 05:12

Caminho do Êxodo - 17/05/14.

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Caminho do Êxodo – Monte Sinai, Egito – 17/05/14.

São mais de quinhentos quilômetros de um deserto diferente, muitas pedras entre as montanhas e o mar Vermelho. Passamos pelo canal de Suez, por um túnel que liga a península do Sinai. Descemos ao sul da península margeando o Mar Vermelho, terra árida, com raríssima vegetação, muita pedra que rolam das montanhas, sol escaldante mas a sombra uma brisa da corrente que vem do mar, muitas vezes ao alcance da vista.

A primeira parada foi no poço que o povo hebreu parou para descansar e encontrou águas amargas. Foi a primeira vez que descemos do ônibus e pudemos pisar no solo da peregrinação de Moisés. Como sempre os egípcios grandes e vorazes comerciantes estão presentes com os souvenir que os turistas consomem numa tentativa de marcar na memória que por ali passaram.

Continuamos o suposto trajeto da caminhada do povo de Moisés em direção ao extremo da península. Chegamos no extremo do mapa, numa cidade balneário, muitos barcos, gente bronzeada é a cidade de Porto do Sacerdote.

A nossa frente o mar Vermelho, só resta contornar a Península do Sinai e subir para o norte, ainda margeando o mar Vermelho e alguns quilômetros ao norte entramos em direção ao centro da península em direção ao famoso Monte Sinai.

Chegamos ao pé do monte e hospedamos em um belo hotel com todo o conforto que seguramente Moisés jamais pensou que um dia pudesse ali existir.

No começo do dia seguinte, precisamente a meia noite e meia começamos a subida ao cume do referido monte. A escuridão era total, somente as lanternas e os guias nos indicava o caminho íngreme, muitas curvas e pedras soltas. Todos animados, não sabíamos que era cerca de seis quilômetros para chegar a altura de aproximadamente 2300 metros de altitude. Várias paradas para descanso de dez minutos e muitos egípcios locais vendendo água e oferecendo seus serviços: camelo para os cansados! Saímos da base, em frente do Mosteiro de Santa Catarina, com quarenta e cinco valentes e dispostos aventureiros, chegamos ao cume do monte Sinai após três horas e meia com apenas dezessetes exaustos aventureiros, mas embebidos pela beleza do local e com uma temperatura que acho que beirava aos quinze graus Celsius.

No cume do monte tem um pequeno mosteiro ao lado um pequeno platô que os peregrinos se reúnem em grupos para orar, cantar, fazer uma reflexão bíblica e apreciar a vista que é de uma suntuosidade magnifica. Depois vem a descida com o sol já nascendo que dá um brilho especial aos contornos dos montes que formam a península do Sinai. Na descida descortina a beleza do lugar, caminhos sinuosos e estreitos, com grandes e profundas fendas, despenhadeiros profundos e perigosos. O cansaço já se faz visível nos passos, apenas revigorados com a ajuda da força da gravidade e a extasiante beleza que é revelada a cada curva e platô de descanso que não tinha sido revelado na escuridão da subida. As oito horas estávamos já de volta ao hotel, cansado mas orgulhos da conquista de ter ido ao lugar tido pela tradição onde Moisés recebeu do Criador as tábuas que continham as Leis – Os Dez Mandamentos.

Saímos do centro da península e caminhamos em direção ao norte margeando o Mar Vermelho, chegando ao Golfo de Aqaba que na sua extremidade faz fronteira com Israel, pela moderna cidade de Eilat. Entramos em Israel!

Quinta, 15 Mai 2014 08:51

Egito - Cairo - 13/maio/14.

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Terra dos Faraós – 13 a 16/maio/14.

Entramos no Oriente Médio pelo Cairo, cidade agitada, com transito caótico, sem semáforo, por aqui não se fala baixo e a língua é forte nos seus fonemas, parece que estão discutindo, embora no final do diálogo haja um sorriso largo e gostoso de despedida. Não era briga!

Instalados, hotel confortável, acordei e ao abrir a cortina do quarto e tenho bela vista da pirâmide de Quéops, a maior das pirâmides, ao seu lado Quéfren – filho do Faraó Quéops – e um pouco mais distante, mas na mesma linha de visão os dos seus netos, Pirâmide dos Miquerinos.

Fomos visitá-las, explicações históricas do Guia, fotos, sol escaldante e camelos. Terminei aceitando o desafio de ir até ao camara mortuária do Faraó Quéfren, trinta metros abaixo da sua pirâmide, depois um longo corredor estreito e novamente uma subir uma longa escada até encontrar a câmara mortuária do dono da pirâmide – Faraó Quéfren! O percurso parece fácil, se não fossem as escadas inclimes, estreitas e baixas, só consegui passar quase de joelhos. O corredor tem altura de 1,70 metros e estreitos. Com certezas os construtores – escravos – eram magros e baixos. A camara mortuária é ampla, aproximadamente a grosso modo (12 x 6) metros e a altura no seu ponto alto triangular por volta de 5 metros. O lugar onde os restos mortais do faraó iria ficar devia ser portentoso e no centro do monumento que iria perpetuar seu nome – Piramide de Quéofren.

Depois fomos a Esfinge – estatua com rosto humano e corpo de leão – simbolizando a forca dos animais e a inteligência do homem! E como a historia e a mítica dos homens se repente para os crédulos. Aqui também tem a “Fonte de Trevi” não com a pompa e luxo arquitetônico da Cidade eterna mas, com o mesmo significado: quem deixar uma moeda no poço próximo a Esfinge voltará a Terra dos Faraós. A história se repete a crença, o desejo, a mística como fonte de renda. Ainda vou ver em muitos lugares a mesma manipulação do inconsciente popular.

A historia do Egito é belíssima e inspiradora, o Rio Nilo uma dádiva magnífica de Deus ao povo egípcio! Fonte de vida, todavia, assim como nossos rios no Brasil padece do mesmo mal, a cidade do Gizë, cidade das pirâmides, onde estamos hospedados, colado do Cairo, separado apenas por um dos vários braços do Nilo, polui abundantemente como é visível com a sujeira que a cidade ostenta a margem dos seus canais e vias publicas.

Navegamos no Rio Nilo, visitamos fabrica artesanal de papiro, experimentamos os cheiros das essências dos perfumes locais e degustamos os sabores da culinária local. 

E por fim, um povo agitado e comerciante agressivos, impetuoso que deixa a impressão que quer vender qualquer coisa pela forca e não pelo convencimento da nossa necessidade.

Do povo daqui o que mas gostei foi a memória da minha infância, revi muitos colegas da minha meninice. Ao que parece o cuiabano, pelo menos os meus colegas infantes, tem em seu DNA muito do egípcio, aparência, timbre de voz, aspereza e afago no trato. Estou feliz porque em todo lugar me descubro e reafirmo Conhecer é Preciso.